Após mais de um mês de paralisação devido à pandemia do novo coronavírus, que gerou uma incrível queda de 99% na produção registrada em abril, as fábricas automotivas começarão aos poucos a retomar as atividades a partir do fim deste mês.

Na segunda-feira (18), a Volkswagen em São José dos Pinhais (PR) foi a primeira.

Na sequência, outras empresas devem reiniciar os trabalhos até o começo de junho, quando está prevista a suposta volta à normalidade da cadeia. Mas todas se comprometem a regressar seguindo padrões rígido de segurança sanitária.

A Anfavea (Associação dos Fabricantes de Automóveis Instalados no Brasil) chegou até a divulgar um protocolo para o retorno às atividades das fábricas – que chegaram a parar completamente por conta da covid-19. E os cuidados vão desde o ônibus de funcionários ao carro que será entregue.

Algumas precauções são iguais àquelas adotadas pela população durante o isolamento social: distância mínima de 1 metro (até mesmo durante o deslocamento até o trabalho), lavar mãos e utilizar álcool em gel, sempre vestir máscara de proteção e evitar aglomerações.

Caso haja proximidade com outros funcionários, ambos deverão utilizar máscaras do tipo PFF2 ou equivalentes, que são mais eficientes para a retenção de partículas. Além disso, o protocolo estipula que todos os ambientes sejam desinfetados, até vestiários e refeitório.

Para o consumidor final, mudam os padrões de higienização de veículos em estoque: se estiver há mais de quatro horas isolado, não será necessário desinfetar. Caso contrário – ou para test-drives acima de duas horas – é necessário limpar superfícies tocadas com as mãos.

Os componentes a serem desinfetados são volante e controles, alavancas de câmbio e freio de mão, painel frontal, cinto de segurança, comando de ignição, além dos controles dos vidros. E o ar-condicionado deverá permanecer desligado para não espalhar as partículas.

Também há cuidados específicos para higienização dos postos de trabalho e até mesmo dicas para serem seguidas em casa. Por fim, também há maior controle de acesso às fábricas, com aferição de temperatura, higienização das mãos e uso obrigatório das máscaras.

Procurada, a associação explicou que essa regulamentação não é arbitraria e surgiu a partir do interesse dos próprios fabricantes em retomarem às atividades sem colocar em risco a saúde dos funcionários. Por esse motivo, não existe fiscalização oficial para o protocolo.

Fonte: Quatro Rodas

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