Os faróis com DRL (Daytime Running Light) são a nova moda da indústria automotiva. Elas têm a função de deixar o carro visível durante o dia sem que o motorista precise usar o farol baixo, ou seja, ele pode ser usado como farol baixo. Todavia, elas também costumam ser usadas como elementos de design, integrando-se às linhas do carro.

Esse equipamento ganhou ainda mais importância no Brasil após a aprovação da Lei 13.290/2016, que obriga o uso de faróis baixos em rodovias durante o dia. Embora o texto não faça qualquer menção à DRL, o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) enviou um ofício aos órgãos fiscalizadores, no qual esclarece que, se houver luz natural, o DRL pode substituir o farol baixo.

Ocorre que nem sempre os filetes de LEDs utilizados nos faróis do carro têm função de DRL. Muitas vezes, eles atuam como simplesmente como luzes de posição. Em outras palavras, são apenas faroletes. Por isso, é importante conhecer a diferença entre os dois sistemas, para substituir o farol baixo pelo DRL.

O que é DRL e como ele pode substituir o farol baixo?

O Centro de Experimentação e Segurança Viária do Brasil (Cesvi-Brasil) explica que o DRL é acionado automaticamente assim que o carro é ligado. Desse modo, não exige qualquer ação do motorista. “O DRL tem a função de melhorar significativamente a visibilidade do veículo sob iluminação natural. O objetivo não é auxiliar o motorista a visualizar a estrada, mas sim fazer com que o veículo se torne perceptível (para outros condutores)”, esclarece a entidade, por meio de boletim.

O DRL pode ser integrado aos faróis ou posicionado separadamente, no para-choque. Isso varia de acordo com a marca e o modelo do veículo. Sua função, porém, não muda. “O DRL é destinado apenas para uso em condições de luz natural. Quando o veículo estiver trafegando em dias de baixa iluminação ou em outras condições meteorológicas, o motorista deverá utilizar os demais recursos do sistema de iluminação”, destaca o Cesvi-Brasil.

Já as luzes de posição são acionadas pelo motorista. Elas também têm a função de tornar o veículo mais visível. Todavia, como emitem menor intensidade de luz, quase não são perceptíveis quando utilizadas durante o dia. Por isso, não substituem os faróis em circunstância alguma, tampouco o DRL.

Confundir as duas luzes pode resultar em multa

Vale lembrar que trafegar sem utilizar os faróis em rodovias durante o dia é infração média. Motoristas flagrados nessa situação recebem multa de cometem multa de R$ 130,16 e acumulam quatro pontos no prontuário. Portanto, quem não tem carro com DRL deve usar o farol baixo. Acender o farolete em tal circunstância, seja por desconhecimento ou por negligência, pode sair caro, em todos os sentidos.

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