5 dicas para economizar combustível

O aumento do preço da gasolina é alvo de discussão desde meados de 2017. Em maio de 2018, foi a vez do óleo diesel, que gerou a paralisação das rodovias do país durante 10 dias.

A paralisação, obviamente, impactou toda a população. Ao se ver nessa situação, o governo anunciou a tentativa de fechar acordo com a categoria, fazendo promessas de atender essa e outras reivindicações.

O acordo previa que até o fim de 2019 não haveria aumento do valor médio do diesel nas refinarias, contudo isso não aconteceu. E, desde então, o preço da gasolina também sobe rapidamente. Os motivos: basicamente a exportação e a importação de petróleo.

Embora o Brasil seja autossuficiente na extração do combustível fóssil, ainda dependemos do petróleo importado, pois as refinarias do país não têm capacidade para o refino de petróleo pesado. Sendo assim, a Petrobras exporta o óleo extraído nacionalmente e recebe o óleo leve, pronto para ser processado e produzido em combustível.

É por esse motivo que o Brasil é obrigado a entrar no mercado internacional.

A importação de óleo leve é afetada pelo valor do dólar, e a flutuação da moeda atinge o mercado nacional, afetando o preço do combustível na bomba.

O grande problema é que o óleo leve é mais fácil de refinar e rende mais derivados nobres, o que acaba gerando um custo maior do que o óleo pesado. Em outras palavras, o custo de venda não é suficiente para cobrir os gastos de importação.

Ademais, a precificação do combustível ainda leva em conta critérios políticos e envolve inúmeros impostos.

Essa realidade faz com que tentemos a cada dia economizar o máximo de combustível que pudermos. Entretanto, é necessário cuidado, pois determinadas atitudes prejudicam à segurança no veículo.

Confira 5 dicas que o ajudarão a economizar combustível de forma segura e de acordo com as leis de trânsito.

Revisões periódicas

Realizar a manutenção preventiva do veículo pode evitar muitos problemas. O olhar de um profissional pode detectar falhas no funcionamento do veículo, que estejam afetando o consumo de combustível.

O scanner automotivo é um equipamento que, ao ser conectado ao veículo, apresenta um diagnóstico de problemas no seu funcionamento.

Com o passar do tempo, as peças sofrem desgastes naturais e a consequente deterioração afeta o consumo de combustível. Na maioria dos casos, a substituição é o único meio de resolver o problema.

A dica é para sempre procurar um especialista em manutenção de veículos, pois nada substitui o trabalho de uma pessoa habituada a detectar e solucionar problemas veiculares.

Frear e acelerar bruscamente

Arrancadas e freadas bruscas forçam o motor do veículo, pois ele acaba precisando trabalhar mais rápido para responder ao comando.

Essa é uma das atitudes que geram um aumento do consumo de combustível, e compromete o funcionamento ideal do sistema de frenagem do veículo. Isso ocorre porque frear bruscamente desgasta os pneus do automóvel.

O ideal é manter uma distância correta em relação ao veículo da frente, de modo que, ao precisar frear, seja possível diminuir a aceleração aos poucos.

E não são apenas as paradas repentinas que devem ser evitadas, como também a súbita aceleração, porque ao pisar fundo no acelerador, há uma grande chance de a injeção eletrônica levar mais combustível do que o necessário ao motor, por conta desse aumento inesperado de potência.

Sobrecarregar o veículo

Quanto mais peso o veículo carregar, mais combustível será gasto. Isso porque o excesso de peso faz com que seja necessário forçar a aceleração para ocorrer a movimentação do veículo.

Os pneus são os mais afetados por esse excesso de carga. Em função do peso, o pneu desgasta a borracha da banda de rodagem, que fica em contato direto com o chão.

Em conjunto com outros componentes, essa borracha garante aderência, garantindo a estabilidade e a capacidade de frenagem do veículo.

O peso também compromete a estrutura que envolve o pneu à roda e pode, até mesmo, fazer com que o pneu estoure.

Em todo manual do fabricante, consta a quantidade limite de peso que o veículo consegue suportar sem sofrer danos.

Troca de marcha

A mudança de marcha pode fazer o veículo gastar mais gasolina. Cada marcha tem uma faixa de velocidade ideal para a movimentação do veículo e cada veículo exige a troca em velocidades diferentes.

Por isso, é preciso observar como o motor responde à demanda de aceleração em relação ao peso transportado.

Se a resposta for lenta, é preciso mudar a marcha antes que o veículo comece a consumir mais combustível do que o necessário. Se o veículo estiver falhando, é provável que a marcha esteja acima do ideal. Contudo, se o motor estiver “roncando”, é sinal de que a marcha está abaixo.

Cada motor tem um limite de rotações que, ao ser extrapolado, pode causar danos ao motor. Geralmente, esse limite é de 6 mil giros, mas não é recomendado ir até o limite de cada marcha, o que pode afetar o funcionamento do motor.

Ponto morto

Muitos motoristas acreditam que andar em ponto morto gera um gasto menor de combustível, mas estão errados.

O que acontece, na verdade, é que nesses casos o veículo consome mais combustível, pois o motor gira em rotação baixa, enquanto o carro anda em velocidade mais alta.

Isso ocorre porque o veículo entende que está andando em marcha-lenta, fazendo com que o sistema de injeção eletrônica mande ainda mais combustível para o motor.

O sistema de injeção eletrônica é automatizado e inteligente, responsável por identificar a proporção ideal de ar e de combustível para formar a combustão, a qual alimenta o motor.

A eficácia é tamanha que a tecnologia envia ao motor somente a quantidade necessária de combustível. Além disso, em descidas e desacelerações, o sistema identifica o giro do motor impulsionado pelo movimento das rodas e, automaticamente, reduz ou interrompe a injeção de combustível.

Ou seja, não é preciso andar em ponto morto, pois a própria injeção eletrônica é responsável por diminuir o consumo em situações como essa.

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